Un Giardin sul Balcon

"Non ghe xe erba che la varda in sù che non la gabbia la so virtù" (da tradição vêneta)

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Entre Dois Amores

Ontem, ganhei uma sacola de maracujás. Hoje, inventei essa sobremesa com eles. Chamei de "Entre Dois Amores" porque imaginei o maracujá indeciso, incapaz de escolher entre a mousse de chocolate branco e o glaze de chocolate amargo. Se alguém quiser a receita, que como toda a receita de confeitaria é uma chatice meticulosa, me peça via comment que eu publico. Agora estou com preguiça. Só quis deixar vocês com inveja.

Yesterday, my lovely neighbor gave me a tote of passionfruits. With it, I invented this dessert. I named it "Between two lovers", because it is impossible to poor passionfruit choosing a partner: should it be the velvety and sweet white chocolate mousse? Should it be the strong, exquisite dark chocolate and cognac glaze? Maybe keeping both is the best solution...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

As cascas do abacaxi - Parte 1



Só com muita dor no coração é que eu ponho fora as cascas do abacaxi. Aqui no Rio Grande, temos uma variedade pequena e docinha, chamada Abacaxi de Terra de Areia. Querem coisa mais "cara do verão" que esse nome, que essa fruta, que esse sabor? Pois bem: a fruta se come pura, em fatias geladas, ou até na beira da estrada, onde a gente para p comprar, mas e as cascas?
Hoje, eu resolvi fazer duas coisas, pois tinha um monte de abacaxis, daquelas promoções cinco frutas por cinco pila (pila é a nossa moeda por aqui): a primeira é um refresco que aprendi na Escola, com a Profa Selma Queiroz: o Chá Gelado Tropical. Coloquei 400g de cascas em 2l d'água, a polpa de um maracujá e umas especiarias para ferver por vinte minutos. Coei, resfriei, misturei com o suco de um limão e açúcar a meu gosto. Pronto. Delícia. Que especiarias? Ah, as que eu tinha à mão: cravos, gengibre, anis estrelado. Me senti no Caribe, juro!
A segunda invenção tem a cara dos meus verões em Imbé, na casa do meu avô, que fazia litros e mais litros desse negócio todos os anos: o Splitz. Ele dizia ter aprendido com uns alemães, nos tempos de caminhoneiro, mas eu falo com muita gente aqui em Teutonia e ninguém conhece. Conhecem só uma cerveja de gengibre, chamada spritzbier, da qual eu falo outra hora.
Bom. A gasosa de abacaxi do vô era assim: um monte de cascas, açúcar e bicarbonato. Fermenta por três ou quatro dias, daí pode engarrafar nas PETs, cuidando para deixar espaço p o CO2 que se forma, isso se a gente não quiser fabricar um coquetel molotov que vai fazer estrago na geladeira. Meu irmão ama isso. Comprei uma na Casa do Pomodoro e della Gasosa lá em Bento, mas não era igual a do vô. Comprei na Casa do Colono, lá em Gramado, outra decepção. Eram boas, mas não iguais, entendem? Pois é. Vamos ver o que acontece. Daqui a quatro dias eu conto.
I save the pineapple peel. I love it. Today, I made a Tropical Ice Tea I have learned in Cooking School: 400g of pineapple peel, 2l water, the core of a passionfruit, cloves, anise and grated ginger. Boil, let it cool, mix the juice of a lime and sugar. Serve beautifully, with one of those little umbrellas that makes you travel to the Caribbeans. My nonno used to make a soda of pineapple peel, with sodium bicarbonate and sugar, he would let it stand for 3 or 4 days and then bottle it, leaving some room inside the bottle for the gas. I tried to recreate it. I'll let you know shall it succeeds.