Un Giardin sul Balcon

"Non ghe xe erba che la varda in sù che non la gabbia la so virtù" (da tradição vêneta)

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Jota


Despedindo-me do inverno (snif), que já ameaça abandonar os calendários, fiz essa sopa chamada jota (pronuncia-se iota, como a letra grega), típica do Friuli. Substanciosa como ela só, a jota deve ter reconfortado muitos camponeses do trabalho duro, em dias gelados. Existem inúmeras formas de prepará-la. Aqui vai a minha moda: ontem, antes de dormir, deixei de molho umas dúas xícaras de feijão rajado. Hoje, cozinhei o feijão com louro e zimbro na água salgada até os grãos começarem a se desfazer. Enquanto isso, descasquei uns inhames (os europeus usam batata) e os cozinhei bem pouquinho em água salgada (um deles eu laminei e fiz esses chips que estão decorando o prato). Ao mesmo tempo, piquei umas aparas de presunto e de bacon e as dourei em um fiozinho de azeite, com kümmel. Quando estavam com uma bela cor, juntei uns dois colherões de chucrute e dei uma bela refogada. Desliguei, coloquei uma boa colher de páprica doce (muito importante colocar a páprica fora do fogo, senão ela queima), pimenta moída (a preta, sempre a preta), o feijão, o inhame em cubinhos (que estavam azuis, mas informada de que isso é normal) e deixei levantar fervura com mais um fio de azeite. Ao servir, decorei com chili, chips fritos de inhame e ramos e flores de kümmel. Delícia. Como todas as comidonas de camponês, ficam melhores à medida que se requenta.