Un Giardin sul Balcon

"Non ghe xe erba che la varda in sù che non la gabbia la so virtù" (da tradição vêneta)

Mostrando postagens com marcador Cascas de laranja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cascas de laranja. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de setembro de 2011

Polpeton


Sto polpeton non xe mia quel de la me nona, ma è propio bon. par far sta maravègia, si prende la carne da manzo massenà, i tocheti di una bona mortadela, ovi, pan gratà, un goto da late, una gratada de un bel formài, come un grana, sale, pevare e un arcobaleno di spèssie: incò, gò messo scorsa da naransa, ciodi da garòfano in polvere, orìgano seco, timo, macis e anca il comino tedesco (kümmel). Sù una fogia da carta, se fà rotolar sto impasto, co le balote da burrata darento. Sta burrata che la gavea mi, era impienia da pomidori sechi. Se fà cussita un grosso salame, arrotolà sul pan gratà, se desfà un toco de butiro con tanti rameti da timo darento e se rabalta parsora e, parfìn, se mete ntel forno medio fin che prenda un bel color indorà.  


Este polpeton é feito assim: carne moída de gado e mortadela em cubinhos, dois ovos pequenos, 50g de farinha de rosca diluída em um gole de leite, 50g de grana ralado, sal, pimenta e temperos. Hoje, coloquei pó de casca de laranja, cravo moído, tomilho, orégano, alcaravia e uma pitada minúscula de macis. Espalhei a massa sobre uma esteira de confeiteiro, enrolei ao redor de pedaços de burrata recheada com tomates secos e fechei, passando-o na farinha de rosca e besuntando com manteiga de tomilho antes de levar ao forno médio até dourar bem (uma hora e meia a 180C em forno comum).

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Festival das Laranjas 2

Estou vivendo uma "fase Laranja" na cozinha. Se alguém for alérgico à laranja, é bom me avisar, porque tenho colocado laranja em tudo, até no café. E tem coisa melhor? Está na época, a gente ganha de presente e é uma fruta muito, mas muito versátil, que pode ser inteiramente aproveitada. Prova do que estou dizendo é essa receita aqui: casquinhas açucaradas. Enquanto via tevê, descasquei as laranjas de suco antes de espremê-las e cortei as tirinhas. No dia seguinte, cozinhei as casquinhas em água levemente fervendo, trocando a água algumas vezes. Escorri, pesei e acrescentei à panela o mesmo peso de açúcar cristal. Cobri com água de novo. Deixei cozinhar por duas horas, até que as casquinhas absorvessem toda a calda e ficassem translúcidas. Espalhei sobre papel manteiga e joguei açúcar refinado. Sequei no forno já desligado, mas ainda quente, com a porta aberta. Levei um pouco para o serviço hoje e tudo foi instantaneamente fagocitado.

PS: O melhor dessa receita é que até eu gostei, porque não é amarga como as casquinhas que a gente compra prontas por aí. E olhem que eu odeio, mas odeio frutas cristalizadas. Cheguei a integrar uma comunidade no falecido Orkut chamada "Eu odeio frutas cristalizadas". Pensando melhor, o que eu desgosto é a ruptura na expectativa sensorial, a pegadinha. Não tem coisa mais desagradável que a gente morder um bolo, esperando achar aquele colchão fofinho de consistência uniforme e esponjosa... e dar com o dente num corpo estranho, meio doce, meio amargo, feito um pedaço duro de gelatina. É por isso que cucas, panettones e cassatas passam batidos por mim, nem ligo. E o que dizer dos sádicos que põem essas coisas em salgados então! Bah! Bota brincadeira de mau gosto nisso. Mas comer pura, assim, bem visível, até que é bem bom...

Picasso had it blue, VanGogh had it yellow... I am in an Orange Period. If any of my friends is allergic to oranges, it is wise to warn me, because I'm adding orange to virtually everything, including coffee. Can't get any better than this: it is seasonal, it is a common gift this time of the year and it is a wild card, which can be wholly consumed, as illustrated by this recipe: candied orange peel. While peeling the oranges you make juice with, mind letting the white part attached to the fruit, because this is the sourness you don't want in your candy. Then, cut it as you like, I prefer long, thin strips, and toss in a pan and cover with water. Gently boil it for about an hour, changing the water 2 or 3 times. Drain, weight and add the same weight in granulated sugar, barely covering with water. Simmer until the peel is translucent and nearly all syrup has been absorbed. Let it dry for a day over parchment paper and then sprinkle confectioners sugar all over it. This delicious treat can be stored in jars for up to 6 months and is a marvellous companion to a cup of coffee or hot tea.